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Se eu tivesse de nascer uma pomba

Se eu tivesse de nascer uma pomba, preferiria nascer um pardal. Poesia escrita numa tarde de inverno, no calor estonteante de Cuiabá, ante a notícia de um frio que está para chegar, amanhã.

Se eu tivesse de nascer uma pomba


Se eu tivesse de nascer uma pomba, 
preferiria nascer um pardal,
porque o pardal é muito mais leve
e voa com agilidade, naturalidade e segurança,
enquanto a pomba é pesada demais
e precisa bater as sedosas asas constantemente,
de modo a ficar mergulhando no azul do céu.

Se eu tivesse de nascer uma pomba,
preferiria nascer uma andorinha,
porque a andorinha tem as penas do rabo repartidas,
o que permite que ela voe com mais rapidez que a pomba
(talvez).
Porém, a andorinha consegue pairar no espaço,
indo e vindo com uma leveza tal que encanta os olhos quem a observa,
dando a impressão de que consegue parar no ar, se quiser,
e flutuar como se fosse um peixe, dentro d'água.

Se eu tivesse de nascer uma pomba,
preferiria nascer um beija-flor,
porque um beija-flor voa para onde ele quer.
Em verdade, ele voa para todos os lados:
consegue voar para frente
e também voar para trás.
(Você sabia que o beija-flor é o único pássaro
que voa de ré?)
O beija-flor não canta
e por isso não é caçado pelos homens
e não vai parar na gaiola.
O beija-flor não pula de galho em galho,
de maneira constante e engraçada.
Pois isso o transformaria num grande atrativo
aos olhos de quem o observasse diante de uma gaiola.
(Você sabia que o beija-flor consegue bater as asas
de setenta a oitenta vezes por segundo?)
Isso permite que ele esteja sempre em movimento.
Ou seja, ele muda rapidamente de um lugar a outro,
sempre no espaço, de maneira graciosa e constante.
Ele voa para cá e também voa para lá,
sempre em busca do néctar
de uma bela flor.

Leia mais curiosidades sobre o Beija-Flor na Wikipédia.

Poesia: Se eu tivesse de nascer uma pomba
Autor: Jukah
Cuiabá-MT 10/05/2016

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